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16 de abril de 2009

Entrevista
A versatilidade do artista Paulo Miklos

Vocalista da banda de rock Titãs está vivendo um momento excepcional da carreira. Além ser um dos ícones do rock brasileiro, aos 50 anos, o cantor mantém uma banda paralela, que se apresenta em casas menores de shows por todo o país. Mas não é só isso, ele também atua no cinema, na TV, faz seriados e ... Isso ele conta para nós neste bate-papo..


 

 

SULBANDAS - Como você definiria o Paulo Miklos?
Paulo Miklos - Na semana em que estou completando 50 anos (Paulo faz aniversário no dia 21 de janeiro), isso vocês não espalhem por aí, eu sou um artista mais maduro e diante da perspectiva de estar assistindo o filme do Branco Mello, que é um documentário “Titãs – A Vida Até Parece uma Festa”. São 27 anos nesta trajetória, então mostra a gente bem moleque. Ele (Branco) fez uma pesquisa nos primeiros programas de TV, onde aparecemos antes de gravar o primeiro disco. Tem a gente filmando com uma câmera, desde que deu para comprar a primeira camerazinha. O Branco ficou 5 anos editando esse material e o resultado disso é uma pincelada da trajetória inteira dos Titãs. Estar com tudo na frente dos olhos, dá uma sensação de ter crescido como músico, poeta, artista diversificado. Agora estou no cinema, mas eu faço uma série de coisas diferentes, como a minha banda solo – um trabalho paralelo ao dos Titãs – que se tornou um campo de provas e um espaço para diversão. É como eu encaro a banda, então por isso eu não tive que sair dos Titãs para poder ter liberdade ou diversão. Eu tenho tudo isso dentro dos Titãs e na outra banda mais ainda, pois nela estou experimentando, estou tocando minha guitarra, melhorando como músico.
SULBANDAS - O como está o lado pessoal?
Miklos - Meu filho tem 25 anos, tenho minha casa, uma mulher com quem casei no começo dos Titãs. Uma coisa que eu posso dizer é que eu tenho relações duradouras e outra coisa que eu aprendi com o tempo foi lidar com o lado da dispersão, de tocar vários instrumentos. Por outro lado, eu também tenho uma coisa muito irrequieta, de procurar sempre outros campos de atuação e tudo mais. Eu sempre me questionei muito se eu não estava dispersivo demais e se eu devia me concentrar num instrumento, mas o meu instrumento principal é a voz, mas também gosto de tocar e me acompanhar. Nos Titãs eu pude me exercitar com essa possibilidade de ser um coringa. Eu toquei flauta, sax, teclado, banjo, bambolim, toquei gaita, piso baixo, guitarra.
SULBANDAS - Você falou da voz da sua carreira, mas no cinema e na TV o que ficou bem caracterizado são as expressões que você utiliza nas suas interpretações. Esse é um outro lado em você que também é marcante?
Miklos - Com certeza, eu sou careteiro monstreônico (sic) no palco. Eu gosto desse contato com o público, de ser provocativo, de despertar, trazer a plateia para o que está acontecendo no palco, de vestir a canção como um texto, que aquilo que você está dizendo é uma verdade. O texto é muito importante nas músicas que a gente faz no Titãs e o que faço fora deles também. Então eu tenho essa coisa intérprete meio exacerbada, que foi que o Humberto Brant (diretor do filme “O Invasor”) enxergou no momento que ele me convidou para minha primeira experiência no cinema. Eu até questionei se ele sabia o que estava fazendo ao me convidar para ser o personagem título do filme. O Beto já tinha dois filmes, e ele disse: “Não, vai dar tudo certo, você sabe muito bem o que fazer e o que eu quero que você faça”. Aí eu achei que ele fosse me dar grandes noções de atuação e depois eu descobri que não tem uma fórmula e a gente vai descobrindo (a forma de atuar) em cada trabalho. Eu já fiz 4 filmes de longa metragem, fiz seriados para a TV, especiais, uma novela, e ganhei muita experiência. Ano passado, eu já vou te adiantar aqui o lançamento do novo filme da Anna Muylaert, uma cineasta paulista que dirigiu um filme muito bacana que é “Eric Discos”. É o segundo longa dela que a gente filmou ano passado e deve ser lançado no segundo semestre de 2009. Eu contraceno com a Glória Pires e mais um elenco fantástico. To firme nessa praia e sempre descobrindo, uma coisa de você de não se satisfazer com aquilo que você já fez, de você sempre estar em movimento, sempre criando coisas novas. Eu estou em estúdio agora com o novo disco dos Titãs, que deve sair em maio.
 
:: Você lê a entrevista do Paulo Miklos na íntegra em nossa edição Nº 04, Ano III, Abril/09::
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