
|
|
19 de dezembro de 2007
Entrevista
O que falta para as rádios começarem a vender bem se resume em apenas uma única palavra: CORAGEM”
O site Sulbandas e a Revista Baile Show entrevistam a Sioni Gonçalves. Essas são as palavras da gerente de marketing da Rádio Gaúcha Sioni Gonçalves, que conversou conosco sobre vendas para o meio radiofônico. Ela nos explica algumas possibilidades para este mercado cada vez mais em ascensão
|
|
| |
SULBANDAS - BAILE SHOW - Como fazer para atrair mais clientes para o meio rádio?
|
|
Sioni Gonçalves - Para atrairmos mais clientes para nossos veículos, de qualquer meio, temos que conhecer com profundidade a programação da emissora e aproveitá-la comercialmente através de propostas adequadas ao momento e ao objetivo de comunicação de cada cliente. A área comercial e a área de produto têm que estar alinhadas neste mesmo princípio.
Todos os formatos de operação de rádio são passíveis de grandes projetos e receitas representativas, desde que tenhamos uma vocação de planejamento a longo prazo, uma equipe comercial com entendimento do seu mercado, além de promover uma relação profícua tanto para a emissora quanto para o cliente. Quanto mais acertarmos nestas ações, mais reforçamos nossa posição diante de nossa carteira, mantendo e, sobretudo, aumentando esta base de anunciantes.
|
| |
SULBANDAS - BAILE SHOW - O que é necessário para fidelizar o anunciante? |
|
Sioni Gonçalves - Somente fidelizamos um cliente quando, efetivamente, lhe rendemos resultados de venda e de imagem. A Rádio Gaúcha tem este conceito de “resultados” incorporado nas suas relações internas e externas, não limitando-se à área comercial, dita como responsável, mas estendendo-se a todos os profissionais que nela atuam. E, sempre que conseguimos oferecer este retorno para o anunciante de rádio, chamamos de “cases do rádio”. E estes cases são a atração natural para a contabilização de novos negócios e a renovação de contratos. Com todas as possibilidades de mídia que existem hoje como internet, jornais, publicações das mais variadas, blogs, comunicação externa, televisão, e muito mais, o cliente precisa perceber o resultado de seu investimento.
|
| |
SULBANDAS - BAILE SHOW -Ao mesmo tempo que se busca a segmentação do mercado e necessário buscar novos públicos. Como pode-se trabalhar essas tuas posições tão antagônicas?
|
|
Sioni Gonçalves - A Rádio tem que ter consciência de que existe uma linha invisível que é seu público prioritário. Toda a programação tem que estar voltada para atender as necessidades de informação, lazer e entretenimento deste universo. No entanto, assim como temos cadernos temáticos na mídia impressa, podemos criar alternativas de produtos e horários buscando uma audiência diferenciada que poderá nos trazer clientes diferenciados. Com todo o cuidado, podemos fazer janelas comerciais temáticas, sem envolver, inclusive a editoria, contanto que estejamos utilizando a linguagem, a estrutura e o DNA da própria programação.
Portanto, todos os formatos de operação de rádio são passíveis de grandes projetos e receitas representativas, desde que tenhamos uma vocação de planejamento a longo prazo, uma equipe comercial com entendimento do seu mercado, além de promover uma relação profícua tanto para a emissora quanto para o cliente. Quanto mais acertarmos nestas ações, mais reforçamos nossa posição diante de nossa carteira, mantendo e, sobretudo, aumentando esta base de anunciantes.
|
| |
SULBANDAS - BAILE SHOW - O que é necessário para se fazer uma boa venda para a rádio?
|
|
Sioni Gonçalves - Eu brinco sempre que o que falta para as rádios começarem a vender bem se resume em apenas uma única palavra: CORAGEM. Esta é a sentença mágica pois só que acredita em seu produto, na sua audiência, nos seus resultados como veículo publicitário, sabe precificar um patrocínio e um projeto. Tenho visto muitas emissoras que, quando estão apresentando um projeto para um anunciante, leva dois preços: o valor tabela na linha de cima e, na linha de baixo, o valor negociado. Isso sem nem o cliente ter solicitado desconto. Ora, já chego dizendo em letras garrafais...meu produto não é tão bom assim, tanto que já estou te oferecendo um desconto.
Além disso, temos que oferecer produtos adequados aos nossos clientes e não o que queremos vender, que está disponível e mais fácil dentro do nosso cardápio.
|
| |
SULBANDAS - BAILE SHOW - O que é necessário para melhor posicionar o produto num meio onde a imagem visual não pode ser trabalhada?
|
|
Sioni Gonçalves - Mas nós trabalhamos o que há de melhor em termos de sentimentos e sensações que é a imaginação. Vou dar um exemplo que todo mundo vai entender: assistir a um jogo de futebol é mais previsível do que ouvi-lo pelo rádio. O poder da narração torna o jogo muito mais empolgante e vivo. Além disso, o rádio é o veículo que trabalha, como nenhum outro, o buzz marketing. Seus âncoras, repórteres e comentaristas emprestam sua credibilidade e geram notícia. |
| |
SULBANDAS - BAILE SHOW - O que é necessário para se fazer um boa publicidade para rádio hoje?
|
|
Sioni Gonçalves - Como eu falei, precisamos conhecer nossa rádio e isso significa entender seu mecanismo com toda a intimidade e cumplicidade, como está desenhada a programação, suas nuances, seu potencial, cada possibilidade de patrocínio, projetos, flights, personalidade dos âncoras, características e formatos de assinatura.
Também está no escopo do nosso trabalho como profissional de mídia, conhecer nosso mercado e suas idiossincrasias, o objetivo de nosso cliente, qual o seu momento, o seu perfil, a sua comunicação, seus desejos e necessidades.
A convergência destes fatores gera ações adequadas a cada anunciante, atendendo às suas expectativas e gerando resultado.
Monitorar o comportamento e enxergar o mercado exige processos simples que muitas vezes as rádios não implantam por achar que é difícil ou, ainda, implantam mas não dão continuidade. Mas é fundamental saber quem é cliente, quem saiu e novos prospects.
|
| |
SULBANDAS - BAILE SHOW - Quais são as principais falhas que você percebe na hora das vendas de publicidade para rádios?
|
|
Sioni Gonçalves - O meio rádio existe há mais de cem anos e, desde a primeira transmissão, tem se adaptado, se reciclado em termos de produto e comercialização, sem perder a sua identidade e suas principais características (cada vez mais relevantes nos dias atuais) que são a instantaneidade, portabilidade, credibilidade, proximidade, segmentação, impacto e importância para seu público. Sempre pergunto para as pessoas: Você conhece alguém que não ouve rádio? – é difícil, não?
A nossa maior falha está em não acreditar, justamente, neste potencial e em todos os benefícios intrínsecos que o meio carrega desde que foi ao ar pela primeira vez, tornando-se um veículos de massa.
|
| |
| |
|
| :: ESTA ENTREVISTA FOI RETIRADA INTEGRALMENTE DA REVISTA
BAILE SHOW
Ano III, nº 17, Novembro, 2007:: |
| ......................................................................................................... |
| |
| Entrevistas anteriores |
| · 07/12/07 - Bonde do Forró |
| · 09/11/07 - Claudia Leitte |
| · 24/10/07 - Gaúcho da Fronteira |
| · 1º/10/07 - Guilherme & Santiago |
| · 15/08/07 - Bruno e Marrone |
| · 1º/08/07 - Os Fagundes |
| · 15/07/07 - Nando (Roupa Nova) |
| · 1º/07/07 - Valmar Rodrigues |
| · 15/06/07 - Gilmar Brasil |
| · 1º/06/07 - Grupo Tradição |
| · 15/05/07 - Marcelo Serra (Banda Modello) |
| · 1º/05/07 - Flávio Dalcin (Banda Ouro) |
| · 02/04/07 - Luciano Bernardi Barbosa (Banda Passarela) |
| · 16/03/07 - Bertoldo Wzoreck (USA Discos e Rádio Menina FM) |
| · 1°/03/07 - Fábio Reichert (Estúdio RH) |
| · 15/01/07 - Danilo Fagundes (compositor) |
| · 22/12/06 - Márcio (Sangue Latino) |
| · 07/12/06 - Chico (Musical Universo) |
| · 08/11/06 - Irani Pires (Corpo e Alma RS) |
| · 17/10/06 - Negão (San Marino) |